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sexta-feira, setembro 11, 2015

“Infestação I”

Canta o galo no poleiro
Há pulgas no galinheiro.
Dona Xica lá vai ela
Puxa o cão com a sua trela.

Comichão aqui, comichão ali
Rapa o pêlo em frenesim.
Fica a pôpa a descoberto
O gato foge, armado em esperto.
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“O Frio e a Zaragata”



 Era de madrugada
Ninguém saía nem entrava
Do porão do navio
Não se sentia o frio.

O calor era voraz
Num instante assou o goraz
Que não soube a safio
E este não estava frio.

De uma só penada
Entre o copo e a garfada
Rebentou um salsichão.

Houve muita zaragata
Apertaram o pescoço à gata
Rolou tudo pelo chão.
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segunda-feira, janeiro 07, 2013

“Devaneio”


Pisei um cabelo teu na penumbra
Desequilibrei-me
Agarrei-me ao sol das tempestades
Levantei-me
Voei agarrada a um cometa
Senti-te
Adormeci nas estrelas da vida
Limitei-me
Pintei palavras numa tela
Encontrei-me
Teci vulcões, rosas, pérolas

Entrecruzadas
Bordadas em linhas transversas
Às direitas, às avessas
Passeei,
Sonhei.
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