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quinta-feira, maio 07, 2015

“Pingos de vida”



Banhas o meu corpo com teu ar doce, salgado
Mesmo sabendo que o teu sangue está envenenado
Antes de até mim chegares, de me aconchegares
Com a tua corrente cristalina
Onde o sol se reflecte a cada esquina do teu amanhecer
Quando livre deslizas no teu leito encantado, serpenteado
Soltas pingos e limpas o ar que respiro
Cheiros inodoros penetram cada poro quando te aspiro
Teus sucos são bênçãos nos meus áridos desertos
Quando te absorvo de um trago ou suavemente
Semeias cor, dás vida a cada célula que tocas, renovas
Invernos gelados, Primaveras de tempestades aguadas
Absorvidas pelo raio de calor que te aquece e ilumina
Mergulho por entre as tuas gotas, molhadas
Sinto-te nos dedos quando acordo e te toco, orvalho matinal
Atravesso o nevoeiro profundo onde ecoam os teus sons suaves
Ouço o teu gemido, o teu grito de apelo:
Áááguuua! Ááááááguuuuuuaaaa!
E mais longe ainda, do fundo do poço
Áááguuuuaaa!
Eu sou, ÁGUA!
Copyright © 2015 by MCéuNeves 

domingo, novembro 18, 2007





“Flores”
Quadras soltas, arvoredos
Cânticos livres, meu ser
Minha alma, meu espelho
Que irei eu mais fazer?

Nos lírios vejo a pureza
Nas rosas a emoção
Nos cravos a alegria
Nos jasmins uma canção.

Flores à solta, silvestres,
Nos ramos da ilusão
Nas pétalas trazem sorrisos
A alma do coração.

Copyright © 2007 by MCéuNeves










sexta-feira, outubro 19, 2007

“Dicotomia”
Duas coisas simples
Porém mui complexas
As calotas das esferas
São côncavas ou são convexas.
De um lado vê-se um sorriso
Do outro surge a tristeza
São dois dos lados opostos
Que existem na Mãe Natureza.

Em qual deles estar
É uma questão de escolha.
De dia ergue-se o sol
À noite as estrelas brilham.
E se o acaso traz nuvens
A ensombrar-nos o dia…
Seja chuva ou trovoada
O que é que se faria?
Lança-se um vento forte
Sem torturas nem lamentos
Dissolver as tempestades
Com todos os seus tormentos
É a obra mais complicada
Para limpar sentimentos.

Dicotomia simples…
Ou será que é complexa?!...
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domingo, julho 01, 2007


“Descobrir a Primavera”
Linda rosa de cor púrpura
Perfumada e brilhante
Escondida entre a verdura
Descobri-la é excitante.
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quinta-feira, maio 31, 2007



“Mãe terra”
Mãe Terra que andamos nós a fazer-te?????????
Colhemos todos os teus frutos sem qualquer piedade por ti.
Perdoa os homens guerreiros que te invadem e profanam
Sejamos caridosos, respeitadores que a terra agora chora.
Calemos os nossos gritos dos horrores por nós criados, famintos
Da luxúria que em vão teimamos em ser o nosso padrão de vida.
Glaciares que se desfazem, são as lágrimas da terra que ora clamam
Relembram, que o rumo deve mudar antes que seja tarde demais.
Mãe Terra, para ti, por ti escrevo estas palavras pelo muito que te quero sã e salva.

Copyright © 2007 by MCéuNeves

sábado, agosto 05, 2006

“Uma Aventura por Terras de Pedra”


Numa terra distante, em que o luar se confunde com o sol, habita um ser diferente do habitual.
É uma terra deserta onde as pedras abundam, grandes, redondas sob o efeito das tempestades.
Entre as pedras correm riachos que as contornam, desenham paisagens de uma beleza incomparável.
O brilho das águas ofusca tal a sua intensidade. De um ângulo vê-se o reflexo do sol, de outro o reflexo da lua.
Decidi conhecer tal local, passear entre as suas paisagens e saber porque razão as flores aí não se dão.
Levei sementes num saco de salsa e hortelã, amoras e avelã. Levei também de rosas, jasmim e alecrim para perfumar o solo, o ar, as águas desse jardim.
Decidida lá cheguei, coloquei o saco no chão e com um sinal o marquei.
Fui andando devagarinho, para não perturbar o silêncio de tão bela terra. Descobri a natureza que ali é feita de pedra. Saltei de pedra em pedra com mil e um cuidados, não queria molhar as saias nem escorregar para os cardos. Existem em abundância, tornando a paisagem sinistra. Demorei no meu percurso, regressei e vi um urso, ao longe, bem distante, dormindo.
Peguei na máquina e registei para vê-lo mais de perto. Não era um urso, era um ser estranho, o tal que ali habita. Surpresa ali continuei, sem saber o que fazer, se havia de me aproximar ou seguir e afastar.
Voltei ao meu sinal, peguei no saco e fui fazer um quintal. Plantei todas as sementes, reguei-as e assim fiquei meses à espera que elas subissem da terra que me dessem um sinal de que despontavam eternas para perfumar o local.


De repente
Na mente
Dormente
Surgiu a semente
Qual parapente
Voando contente…
O sol está quente!
Ui!... lá vai a serpente
Com a língua pendente
Esconde bem o dente…
De repente
Um raio fulgente
Aflora à tangente
A minha semente
Rebentou resplandecente
Floriu alegremente

E perfumou toda a gente.

Montanha de pedra
Ai quem me dera
Agora lá ir
Sentir o calor
Que emana da flor
E chorar a rir
Olhar o regato
A deslizar sublime
No seu fio de prata.
Mãe natureza
Tão bela, tão pura
Na sua beleza.


Copyright © 2006 by MCéuNeves