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sábado, março 19, 2016

“Sinto no silêncio”


A mente dormente
Palavras não saem
Saudades, sim
Saudades, não
Sou o que sou
Deste-me a mão
Copyright © 2016 by MCéuNeves 

sexta-feira, setembro 11, 2015

“Infestação II”

Sinto os efeitos nefastos
Dos silêncios perturbadores
Nos meus pensamentos
Sinto o cheiro dos sulfitos
Nas palavras podres que leio
Adormeço nas luzes das trevas
Que embalam meus sonhos distantes
Desperto com os sons estridentes
Das gralhas que soletram, letra a letra
As músicas desconcertadas das sinfonias
Que diariamente nos assolam os pomares de rosas
Com picos de cardos, malcheirosas
       Infestadas de bichos peçonhentos
                            Aves agoirentas de bicos retorcidos, encardidos
Que esgravatam, bicam, picam,
Destroem, desertificam
        Sangues putrefactos que envenenam,
        Que sugam as linfas, os néctares puros.
 Copyright © 2015 by MCéuNeves 

segunda-feira, abril 13, 2015

“Beijo”

Beijo na mente as flores no caminho que por mim passam
Beijo no coração as espadas que me ferram
Beijo nas mãos o carinho que perpassa nas correntes
Beijo na alma o vento, o sol, a chuva, a terra
Beijo a ardência dos dias na sua sequência infinda
Beijo o que me rodeia, o que me preenche
Beijo
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segunda-feira, janeiro 12, 2015

“Paixão da Lágrima”

Corta-se-lhe o coração, a veia
Porque se enamorou da faca matreira.
Uma lágrima corre, a face cora
É uma que cebola chora.

.








Soltas-te leve,
Doce, Amarga
De um cheiro intenso que me assolou,
Que me arrebatou.
E rolaste sem chão
Inundaste os meus socalcos
Desenhados pelo tempo
Expressões impregnadas de vida
Marcas de risos, tristezas, indecisões.
Continuarás a rolar
Sempre que ela ali estiver,
À minha frente
Em cada momento
Que o gesto se repita.
Não estou aflita
Porque gosto que descubras
O sabor que ela tem
Fica sempre bem!
Ela chama por ti
Com espirros atrevidos
Que por ti não serão ouvidos.
Sentes a sua presença
Espreitas pelas janelas,
Fechas as cortinas
Esgueiras-te do teu esconderijo
Vens saudá-la, elogiá-la.
Ela espera por ti, quer o teu afago
O teu sabor salgado
O petisco será temperado.
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terça-feira, fevereiro 05, 2013

“Sensibilidade à solta”


“Sensibilidade à solta”
Traz lágrimas
sorrisos
Gargalhadas
em frisos
baralhados
escondidos
repenicados
torcidos…
Sentidos
De uma só gota
retorta
direita
em vão pelo chão.
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