sábado, março 19, 2016
“Título Inverso”
“Sinto no silêncio”
sexta-feira, março 21, 2014
“Se Vieres... Não Caias”
domingo, maio 05, 2013
“Espelho das Lágrimas”
terça-feira, fevereiro 05, 2013
“Sensibilidade à solta”
sexta-feira, janeiro 25, 2013
“Talvez sim… ou Não”
Por onde andas perdido, ou talvez não…
terça-feira, novembro 13, 2012
“Sou e Não Sou”
Pedra que se possa quebrar
Nem terra para enlamear.
Sou uma alma deserta
Num corpo nu, encoberta
Suspensa numa ilha deserta
Que ninguém quer amar.
Sou a solidão que me pesa
Do solo ao universo
No restolhar da folhagem
Nos recantos ermos, terrestres
Nas abóbadas celestes
No infinito disperso
Que teima por aqui andar,
A vaguear…
Sem sono, esperança, quietude
No meio desta amplitude
Que se chama verdejar.
E se alguém quiser aclamar
Aquilo que a semente deu,
Escusa de perder seu tempo
Pois eu não vou reclamar
Daquilo que não nasceu.
Sou terra de pedra dura
Que se puxa, torce ou se empurra
Consoante as ondas do mar.
Sou pó branco, róseo, castanho
Que se molda ou se enruga
Que se esfuma ou que perdura.
Dentro do meu coração existe
Uma moldura de tamanho infinito
Que decidiu expressar-se
Por ele se sentir aflito
Apenas e só…
Eu GRITO.
Copyright © 2012 by MCéuNeves
quinta-feira, novembro 01, 2012
“Olho de Serpente”
Amargo doce que refresca
A alma que seca deserta no seu interior
Ouve os sons musicais, quantas vezes infernais
Que entram nos sulcos deixados pelas correntes, quentes
Geladas
Semi cerradas pelos arbustos que os ladeiam.
Salpicos de sol fazem-se sentir,
Iludir nas transmutações dos dias e das noites
Qual martelo a aplaudir a bigorna
Onde os ferros se retorcem, esticam,
Enguiçam, entrelaçam
Em braços fortes ou frouxos
Destemperados, azedos,
Quais brinquedos partidos, idos
E nunca mais à esperança da criança
Reunidos.
Copyright© 2012 by MCéuNeves

segunda-feira, março 07, 2011
“Os Meus Sapatos”

O que vem, o que vai, o que fica
Desta amiga bonita que trago dentro de mim
Sapatos engravatados,
Que pisam soalhos molhados
Que riem, troçam de mim
Escondem-se agasalhados
Com medo de tantos ratos
Que por ali andam, sempre à espreita
Aguardam a cada esquina
Um resvalar, daquela doce menina
Que me acompanha na vida
Eles matreiros atacam
Retiram atilhos, desapertam os sapatos
Correm soltos e aflitos
E pelo meio de choros e gritos
Vencem todas as batalhas
Regressam ao seu sossego
E dizem-lhe: Não tenhas medo.
Copyright © 2011 by MCéuNeves
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
“A Insana Mente”
“Solta-se a Besta”

Rebenta
Rebenta com os cascos
A cavalgadura podre que dorme
Abre
Abre a vaga das marés
Que não tardam a chegar
Rasga
Rasga as emoções
Escritas de sangue
São horas categóricas
Profundas, lamentáveis
Inscritas de poderes
De críticas contorcidas
Virulentas, manchadas
Solta
Solta as amarras, os grilhões
Que tanto pesam, que torturam
Lava
Lava tudo ao pormenor
E que nada fique, que nada reste
Das sombras, dos monstros
Que te habitam
Limpa
Limpa a calçada, as estepes
Os ventos finos e agrestes
E sobe
Sobe, vem ao patamar
Das folhas caídas
Das flores a voar
Com cheiros de rosas
Com cheiros de mar.
Copyright © 2011 by MCéuNeves
quinta-feira, dezembro 09, 2010
“Ruínas da Alma”
Em ruínas está o corpo
Em ruínas a mente está
E no meio de tantas ruínas
A alegria por onde andará?!
No meio de tanta pedra
Sinto a casa a ruir
E com tanta tristeza no peito
Só me apetece fugir.
Fugir sem nada dizer
Do muito que me vai na alma
Escrever é o que posso fazer
Para poder ficar mais calma.
Copyright © 2010 by MCéuNeves
quarta-feira, dezembro 08, 2010
“Da Cor do Tempo”

E, quando menos se esperava
Sumiu, evaporou-se
Ninguém deu por nada
Ninguém se lamentava
Ela apenas se recordava.
Sentada num canto no seu espaço
As lágrimas vertia
Ninguém sabia como sofria, como chorava
Como tinha a alma dilacerada,
Feita em farrapos.
Azedume pela vida não tinha.
Dentro de si a esperança vivia
Fazia-se presente a cada instante.
Contudo, no meio de todos, no centro do nada
Ela nada revelava, apenas sentia
A dor que pairava
Que a amordaçava, esfrangalhava.
Olhava as plantas, as flores a crescer
O mar nas muralhas a bater
O sol a raiar.
Ouvia a música que pairava no ar
Como se mais nada existisse
E se partisse? ...
Inteira ou aos pedaços
Com máscara como os palhaços
Que por fora riem e por dentro se estilhaçam.
Nas brumas dos dias cinzentos
Nas trevas dos sonhos adormecidos
Ela paira suspensa por fios
Arrebatada pelas dores causadas, sentidas
Ela caminha por lugares desconhecidos
Em busca da vida prazenteira
Que em tempos experimentou.
E se alguma coisa restou
Foi o amor pela vida
Pelo doce, amargo, apimentado
Ou até mesmo diria… salgado.
E de tudo quanto de si deu
Uns dirão muito, outros dirão nada.
Copyright © 2010 by MCéuNeves
quinta-feira, setembro 02, 2010
“Paisagem Caída”
Uma velha senhora sentada no banco do seu jardim corta a relva com os olhos, dá milho aos pardais que esvoaçam ternos, em chilreios cálidos de Outono. Acende-se uma vela, o frio abranda e lá ao longe na janela surge o gato cinza, calmo, pachorrento e adormece banhado pelos últimos raios do sol antes que a lua surja no horizonte.
Há pessoas na praça que nada enxergam
Apenas resistem, apenas sossegam, pois nada lhes assiste, nada as desperta.
De que estão à espera?
Que o galo cante na sua varanda, sem rolha no bico, sem asas nem crista?
Que coisa mais feia, que coisa mais triste
Depois se admiram quando a sua prole desiste.
No coreto, de verde tingido, já não há trompa nem clarinete
O som apagou-se, nada resiste.
No lago dos cisnes o lodo já surge,
Os patos se foram, o leão já não ruge
De olhos caídos no chão ferrugento, nas folhas tombadas pela força dos ventos
Sai daí cobra, mostra os teus lamentos.
Nos tempos de outrora, quem sabe, quem prova?!
Na fúria do tempo que tudo adormece, que tudo esquece
O que nos irá restar?
As lágrimas caídas, os risos abertos, as palavras ternas, os conhecimentos,
Apenas e só…
Sentimentos.
Copyright © 2010 by MCéuNeves









