sábado, março 19, 2016
“Título Inverso”
quarta-feira, abril 03, 2013
“Pinturas Soltas”
sexta-feira, janeiro 25, 2013
“Talvez sim… ou Não”
Por onde andas perdido, ou talvez não…
terça-feira, novembro 13, 2012
“Sou e Não Sou”
Pedra que se possa quebrar
Nem terra para enlamear.
Sou uma alma deserta
Num corpo nu, encoberta
Suspensa numa ilha deserta
Que ninguém quer amar.
Sou a solidão que me pesa
Do solo ao universo
No restolhar da folhagem
Nos recantos ermos, terrestres
Nas abóbadas celestes
No infinito disperso
Que teima por aqui andar,
A vaguear…
Sem sono, esperança, quietude
No meio desta amplitude
Que se chama verdejar.
E se alguém quiser aclamar
Aquilo que a semente deu,
Escusa de perder seu tempo
Pois eu não vou reclamar
Daquilo que não nasceu.
Sou terra de pedra dura
Que se puxa, torce ou se empurra
Consoante as ondas do mar.
Sou pó branco, róseo, castanho
Que se molda ou se enruga
Que se esfuma ou que perdura.
Dentro do meu coração existe
Uma moldura de tamanho infinito
Que decidiu expressar-se
Por ele se sentir aflito
Apenas e só…
Eu GRITO.
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quinta-feira, novembro 01, 2012
“Olho de Serpente”
Amargo doce que refresca
A alma que seca deserta no seu interior
Ouve os sons musicais, quantas vezes infernais
Que entram nos sulcos deixados pelas correntes, quentes
Geladas
Semi cerradas pelos arbustos que os ladeiam.
Salpicos de sol fazem-se sentir,
Iludir nas transmutações dos dias e das noites
Qual martelo a aplaudir a bigorna
Onde os ferros se retorcem, esticam,
Enguiçam, entrelaçam
Em braços fortes ou frouxos
Destemperados, azedos,
Quais brinquedos partidos, idos
E nunca mais à esperança da criança
Reunidos.
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quinta-feira, novembro 17, 2011
"A Marcha do Nu"
Nus ao mundo nós viémosNus embora havemos de ir
Nus todos os dias ficamos
Nus sem conseguir rir.
Nus, simplesmente nus.
Nus de fome sangrenta
Nus sem abrigo nem casa
Nus com conhecimentos
Nus muito esperançados
Nus sem apelo nem graça
Nus, simplesmente nus.
Nus carecas, penteados
Nus sujos, lavados, sebentos
Nus gordurosos, vinagrentos
Nus inodoros, perfumados
Nus magros, obesos, cansados
Nus, simplesmente nus.
Nus revoltados, vingativos
Nus agressivos, transviados
Nus loucos, parados, dormentes
Nus, simplesmente nus.
Nus sem sonhos, sem casas, sem livros
Nus sem camisas, sem sapatos, sem dentes
Nus sem famílias, sem amigos, sem parentes
Nus, simplesmente nus.
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segunda-feira, março 07, 2011
“Os Meus Sapatos”

O que vem, o que vai, o que fica
Desta amiga bonita que trago dentro de mim
Sapatos engravatados,
Que pisam soalhos molhados
Que riem, troçam de mim
Escondem-se agasalhados
Com medo de tantos ratos
Que por ali andam, sempre à espreita
Aguardam a cada esquina
Um resvalar, daquela doce menina
Que me acompanha na vida
Eles matreiros atacam
Retiram atilhos, desapertam os sapatos
Correm soltos e aflitos
E pelo meio de choros e gritos
Vencem todas as batalhas
Regressam ao seu sossego
E dizem-lhe: Não tenhas medo.
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quinta-feira, dezembro 09, 2010
“Ruínas da Alma”
Em ruínas está o corpo
Em ruínas a mente está
E no meio de tantas ruínas
A alegria por onde andará?!
No meio de tanta pedra
Sinto a casa a ruir
E com tanta tristeza no peito
Só me apetece fugir.
Fugir sem nada dizer
Do muito que me vai na alma
Escrever é o que posso fazer
Para poder ficar mais calma.
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quarta-feira, dezembro 08, 2010
“Da Cor do Tempo”

E, quando menos se esperava
Sumiu, evaporou-se
Ninguém deu por nada
Ninguém se lamentava
Ela apenas se recordava.
Sentada num canto no seu espaço
As lágrimas vertia
Ninguém sabia como sofria, como chorava
Como tinha a alma dilacerada,
Feita em farrapos.
Azedume pela vida não tinha.
Dentro de si a esperança vivia
Fazia-se presente a cada instante.
Contudo, no meio de todos, no centro do nada
Ela nada revelava, apenas sentia
A dor que pairava
Que a amordaçava, esfrangalhava.
Olhava as plantas, as flores a crescer
O mar nas muralhas a bater
O sol a raiar.
Ouvia a música que pairava no ar
Como se mais nada existisse
E se partisse? ...
Inteira ou aos pedaços
Com máscara como os palhaços
Que por fora riem e por dentro se estilhaçam.
Nas brumas dos dias cinzentos
Nas trevas dos sonhos adormecidos
Ela paira suspensa por fios
Arrebatada pelas dores causadas, sentidas
Ela caminha por lugares desconhecidos
Em busca da vida prazenteira
Que em tempos experimentou.
E se alguma coisa restou
Foi o amor pela vida
Pelo doce, amargo, apimentado
Ou até mesmo diria… salgado.
E de tudo quanto de si deu
Uns dirão muito, outros dirão nada.
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sexta-feira, maio 21, 2010
"Saudades"
sábado, abril 21, 2007
Telefonemas "Mudos" Ou sequer “Boa Tarde”.
Uhm!!!... vou pensar
Deve ser a cara inchada
Ou será gengiva inflamada?
Uhm!!!... vou pensar
Olhar
Observar
Escutar
E o diagnóstico realizar.
Uhm!!!... vou pensar
Com este novo remédio
A boca irá sarar
A língua vai-se soltar
Então começa a falar.
Uhm!!!... vou pensar
O telefone a tocar
Atender, não atender
Ninguém se atreve a falar!…
Uhm!!!... vou pensar
Neste caso tão bicudo
Em que dum momento pr’ó outro
Alguém ficou surdo-mudo.






