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sábado, março 19, 2016

“Título Inverso”

Recessos de marcas invisíveis
Silenciosas, sensíveis
Que nunca serão lidas
Quanto mais sabidas!
Podem esperar por elas
Que nunca aparecerão
Mesmo que as procurem
Elas nunca se manifestarão
Estão escondidas
Num lugar deserto
Sem mapa de acesso
A salvo de qualquer invasão.
São memórias pessoais
Cheias de gritos, de ais
Impossíveis de alcançar
Porque não as podem espreitar
Não têm espelhos para mirar
Nem reflexos que possam observar
Estão distantes no tempo, no espaço
Só as sente quem lhes der um abraço
“As lágrimas Que Nunca Verão”
Copyright © 2016 by MCéuNeves 

sexta-feira, janeiro 25, 2013

“Talvez sim… ou Não”

Li-te sem te ter lido
Conheci-te sem te conhecer
Porque me mostraste os vôos brancos da tua águia
Porque vi as asas negras do morcego numa gruta a hibernar
Porque estiveste sem estar
Porque tiveste que partir sem nada deixar
Para soltar amarras que podiam magoar.
Por onde andas a ver o sol?
Por onde andas perdido, ou talvez não…
Por entre as cordas da tua viola,
Por entre os saltos das teclas a “pianar”?…
Quisera saber sem o saber, sem contudo te perturbar.
Talvez sim, ainda existas
Talvez não, não tenhas partido
Porque te vou relembrar
Reler o que não li
Ver o que não vi
Cantar o que sonhei
Com que me iludi, me embriaguei
Que um dia tive sem ter e que guardarei
Talvez sim… ou talvez não.
Copyright © 2013 by MCéuNeves

terça-feira, novembro 13, 2012

“Sou e Não Sou”

Não sou urso(a) para hibernar
Pedra que se possa quebrar
Nem terra para enlamear.
Sou uma alma deserta
Num corpo nu, encoberta
Suspensa numa ilha deserta
Que ninguém quer amar.
Sou a solidão que me pesa
Do solo ao universo
No restolhar da folhagem
Nos recantos ermos, terrestres
Nas abóbadas celestes
No infinito disperso
Que teima por aqui andar,
A vaguear…
Sem sono, esperança, quietude
No meio desta amplitude
Que se chama verdejar.
E se alguém quiser aclamar
Aquilo que a semente deu,
Escusa de perder seu tempo
Pois eu não vou reclamar
Daquilo que não nasceu.
Sou terra de pedra dura
Que se puxa, torce ou se empurra
Consoante as ondas do mar.
Sou pó branco, róseo, castanho
Que se molda ou se enruga
Que se esfuma ou que perdura.
Dentro do meu coração existe
Uma moldura de tamanho infinito
Que decidiu expressar-se
Por ele se sentir aflito
Apenas e só…
Eu GRITO.
Copyright © 2012 by MCéuNeves