quinta-feira, maio 07, 2015
“Pingos de vida”
segunda-feira, abril 13, 2015
“Beijo”
sexta-feira, março 20, 2015
“Um Galo”
terça-feira, fevereiro 05, 2013
“Sensibilidade à solta”
domingo, janeiro 13, 2013
“ACORDA!”
quinta-feira, novembro 01, 2012
“Olho de Serpente”
Amargo doce que refresca
A alma que seca deserta no seu interior
Ouve os sons musicais, quantas vezes infernais
Que entram nos sulcos deixados pelas correntes, quentes
Geladas
Semi cerradas pelos arbustos que os ladeiam.
Salpicos de sol fazem-se sentir,
Iludir nas transmutações dos dias e das noites
Qual martelo a aplaudir a bigorna
Onde os ferros se retorcem, esticam,
Enguiçam, entrelaçam
Em braços fortes ou frouxos
Destemperados, azedos,
Quais brinquedos partidos, idos
E nunca mais à esperança da criança
Reunidos.
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quinta-feira, novembro 17, 2011
"A Marcha do Nu"
Nus ao mundo nós viémosNus embora havemos de ir
Nus todos os dias ficamos
Nus sem conseguir rir.
Nus, simplesmente nus.
Nus de fome sangrenta
Nus sem abrigo nem casa
Nus com conhecimentos
Nus muito esperançados
Nus sem apelo nem graça
Nus, simplesmente nus.
Nus carecas, penteados
Nus sujos, lavados, sebentos
Nus gordurosos, vinagrentos
Nus inodoros, perfumados
Nus magros, obesos, cansados
Nus, simplesmente nus.
Nus revoltados, vingativos
Nus agressivos, transviados
Nus loucos, parados, dormentes
Nus, simplesmente nus.
Nus sem sonhos, sem casas, sem livros
Nus sem camisas, sem sapatos, sem dentes
Nus sem famílias, sem amigos, sem parentes
Nus, simplesmente nus.
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quarta-feira, dezembro 08, 2010
“Da Cor do Tempo”

E, quando menos se esperava
Sumiu, evaporou-se
Ninguém deu por nada
Ninguém se lamentava
Ela apenas se recordava.
Sentada num canto no seu espaço
As lágrimas vertia
Ninguém sabia como sofria, como chorava
Como tinha a alma dilacerada,
Feita em farrapos.
Azedume pela vida não tinha.
Dentro de si a esperança vivia
Fazia-se presente a cada instante.
Contudo, no meio de todos, no centro do nada
Ela nada revelava, apenas sentia
A dor que pairava
Que a amordaçava, esfrangalhava.
Olhava as plantas, as flores a crescer
O mar nas muralhas a bater
O sol a raiar.
Ouvia a música que pairava no ar
Como se mais nada existisse
E se partisse? ...
Inteira ou aos pedaços
Com máscara como os palhaços
Que por fora riem e por dentro se estilhaçam.
Nas brumas dos dias cinzentos
Nas trevas dos sonhos adormecidos
Ela paira suspensa por fios
Arrebatada pelas dores causadas, sentidas
Ela caminha por lugares desconhecidos
Em busca da vida prazenteira
Que em tempos experimentou.
E se alguma coisa restou
Foi o amor pela vida
Pelo doce, amargo, apimentado
Ou até mesmo diria… salgado.
E de tudo quanto de si deu
Uns dirão muito, outros dirão nada.
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quarta-feira, julho 28, 2010
"Céu Neves"

Mãe não sou, não fui nem serei.
Mãe eu sinto dentro de mim
Tão fundo!...
Como se algum dia o tivesse sido
Sentido, criado e,
...Mesmo sem ter gerado,
Eu acredito
Nas lágrimas saídas
Nas distâncias percorridas
Nos sorrisos, nas partilhas
Nos pesares, nas aflições
De todos os corações
Que sempre tão alto gritam.
Sou Mulher, sou filha, sou tia
Sou de todos e de ninguém
Sobretudo sou Eu
A mim pertenço
A mais ninguém
Dou, dei e sempre darei
O que todas as mulheres têm
E que tão bem sempre sabem dar
Amor.
Só não sabem o que é sentir
As lágrimas de quem não foi
De quem sempre tem que ouvir,
Calar,
Apenas chorar
Apenas e só sentir
Apenas e só sorrir
Viver.
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sexta-feira, maio 21, 2010
"Saudades"
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Isabel Allende conta Histórias de Paixão
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/isabel_allende_tells_tales_of_passion.html
domingo, março 29, 2009
"Do Nada..."
terça-feira, novembro 27, 2007

Nas águas calmas da vida
Sem sombras
O sol reflecte-se no horizonte
Caminho forte e segura
Novo rumo aconchegante
Fresco e leve
Qual pluma que flutua
Nas asas de uma andorinha
É bom ter esperança
Acreditar
Que as mudanças para melhor
Estão mesmo a chegar.
Bom Dia!
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segunda-feira, novembro 19, 2007
segunda-feira, junho 04, 2007

A mexer nos meus pedaços
Reparei logo ali
Num que estava ofuscado.
Era um conto fugaz,
Muito tonto e envergonhado
Que fora escrito à pressa
Num dia muito aziago
Em que a força esmaece.
Reli as breves palavras,
Relembrei dias alegres
Brotaram sorrisos soltos e,
De mãos abertas recebi
Como dádivas bem merecidas
Notícias vindas de longe.
Vieram à mente os sonhos
Que andavam arredios
No meio da escuridão
Que mos tinha entorpecido.
Como é bom ter esperança,
Acreditar no futuro,
Mesmo que só em lembrança
O mundo fica mais puro.
Os olhos vêem mais claro
O que estava escondido
Beleza num conto gravado
Num papel descolorido
Relata a continuidade dum tempo
Em que nada foi perdido
Feito de turbulências, irreverências,
Futilidades, responsabilidades
Forças e persistências
Que se tornam liberdade.
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quarta-feira, maio 30, 2007
quinta-feira, maio 24, 2007
Há gestos que dizem
O que da boca não sai.
Contudo ficamos felizes
Quando a mente se abre e diz
Tudo quanto dentro lhe vai.
Anos de contenção
Vivendo só de emoção
Sem transcrever em palavras
Tudo quanto sentimos
Que nos gestos traduzimos
Nos preenche o coração.
O simples que complicamos
As normas que contestamos
Nos agrilhoam a alma.
Num momento de silêncio
Abrem-se todas as portas
Inseguras, determinadas, confiantes
Soltam todas as amarras
Libertam todo o seu grito
Contido no tempo, no espaço
Que num momento sentido
Se estendem, ao pleno vivido
Esclarecendo seus passos.
Quando as palavras traduzem
O que na alma guardamos
Todos os sinos repicam
As estrelas brilham, levitam
Inundam todo o espaço.
Sorrisos saem ligeiros
Correndo ao infinito
Retornam, trazem o cheiro
Que penetra o mundo inteiro
Da felicidade, dum grito.
A calma instala-se então
Refaz energias vitais.
Do fundo do coração
Emanam tantos sinais...
Paz, amor, alegria
A combinação perfeita
Treme o corpo
A alma ri, reluz
Do bem que isso lhe traz.
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terça-feira, maio 08, 2007
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quarta-feira, maio 02, 2007

Aos tropeços pelo chão
Encontro uma barata gorda
A dizer “que não”, “que não”.
Finto-a pela calada
Sem fazer qualquer ruído
Caio em mais uma pedra
Uiiii… a danada
Que estava à minha espera…
Desorientada levanto-me
Prossigo o meu caminho
Hei-de encontrar o sol
Que me espera sorrindo.
Labirinto tão cerrado
Não esperava encontrar
Nos vales, montanhas da vida
Que tanto fazem chorar.
É um subir e descer
Tão caótico por vezes
Que me apanha desprevenida
Sem saber o que fazer.
Espero um dia travar
Tão complexo movimento
Para ver o sol raiar
Livre e sem sofrimento.
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sábado, maio 20, 2006

“Contas e contos”
Contas e mais contas
Contas de rosário, de somar, dividir, multiplicar,
Tudo são contas…
Contas que se deitam à vida
E que mais contas?
Contas, contos de vida…
Contos de fadas
Fadadas em vidas de felicidades eternas!
Histórias aos quadradinhos
Que encantam os mais pequeninos,
Contos de super homens
Que ludibriam os mais incautos.
Contas e mais contas
Contas tudo quanto se queira contar.
Vai mais um conto?
O conto da tua vida
Da tua história vivida
Contado sem pestanejar.
Serás capaz?
Ou será que vais gaguejar?!!!!!!!
Um conto, simplesmente
Um conto
Um conto de reis,
Dez mil reis
Em notas que nos fazem recordar
Tempos de outrora,
Tempos de infância
Que sabe bem recordar.
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