sábado, março 19, 2016

“Título Inverso”

Recessos de marcas invisíveis
Silenciosas, sensíveis
Que nunca serão lidas
Quanto mais sabidas!
Podem esperar por elas
Que nunca aparecerão
Mesmo que as procurem
Elas nunca se manifestarão
Estão escondidas
Num lugar deserto
Sem mapa de acesso
A salvo de qualquer invasão.
São memórias pessoais
Cheias de gritos, de ais
Impossíveis de alcançar
Porque não as podem espreitar
Não têm espelhos para mirar
Nem reflexos que possam observar
Estão distantes no tempo, no espaço
Só as sente quem lhes der um abraço
“As lágrimas Que Nunca Verão”
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