sexta-feira, setembro 11, 2015

“Infestação II”

Sinto os efeitos nefastos
Dos silêncios perturbadores
Nos meus pensamentos
Sinto o cheiro dos sulfitos
Nas palavras podres que leio
Adormeço nas luzes das trevas
Que embalam meus sonhos distantes
Desperto com os sons estridentes
Das gralhas que soletram, letra a letra
As músicas desconcertadas das sinfonias
Que diariamente nos assolam os pomares de rosas
Com picos de cardos, malcheirosas
       Infestadas de bichos peçonhentos
                            Aves agoirentas de bicos retorcidos, encardidos
Que esgravatam, bicam, picam,
Destroem, desertificam
        Sangues putrefactos que envenenam,
        Que sugam as linfas, os néctares puros.
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